sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A ultima trilha sonora.


Perdi o sono, estou aqui a pensar, a me deixar levar por devaneios confortantes e completamente cômodos. Essa música... Ah! Me lembra nossa primeira vez naquele café. Agora me perdi. Voltei pro começo e estamos tratando do fim.

Quando partiu não me disse nada, carregou tudo nos olhos de Capitu, aqueles olhos de cigana oblíqua e dissimulada. Mas me deixou uma lista de músicas, que eu ouvi com a impressão de que em cada uma delas continha um pouco de tudo que ela queria dizer e não sabia como. Ou talvez tudo isso não passe de uma grande tolice e essa lista apenas seja a trilha sonora incrível de um belo pé na bunda.


Quando se está apaixonado, acredita-se em qualquer coisa, como se houvesse uma necessidade de se agarrar em qualquer besteira que te faça menos tolo e romantizar um momento desgraçado é algo que eu faço de melhor. Não me torna menos tola, mas é como me drogar, anestesia, estanca. E por que não o fazer? A desgraça é tão, como já diz o nome, sem graça. Não posso torná-la mais bonita ou menos desgraçada? Afinal de contas, os ignorantes são mais felizes.