segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Como deve ser.


O que eu poderia querer de uma manhã tão fria? De uma manhã tão cinza? Adormecer em minhas angustias, ter pesadelos com meus medos, me perder nas minhas aflições. Ou eu posso escrever pretensiosamente e dizer de forma poética, nada racional que antes as minhas angustias, as aflições, do que a permanência.

Tudo que eu faço é demais, é exagerado, é extremista, mas e daí? Eu não suporto mais viver cheia desses olhos que julgam, que criticam, que não me deixam ser. Hoje em dia, quem tem coragem de ser? Quem tem coragem de ter? Se for pra escolher ser alguma coisa, então quero ser eu, no alto das inquietudes, no limite dos exageros. Quero ser egoistamente eu, pretensiosamente eu. Por que não há nada melhor pra ser, irônico não? Alguns diriam trágico, mas acho que eu diria cômico.

Eu estive pensando a madrugada inteira e cheguei a uma conclusão: Preciso de outra garrafa de whisky.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Ponto de vista.


Fazia algumas semanas que eu havia dado aquele “murro”, contido a algum tempo, é verdade, mas num momento totalmente desastroso. Pensando bem, dei mais por mim do que por qualquer outra pessoa. Desde então, não durmo.

Ela sempre foi adepta da idéia de que “com bons sentimentos, se faz má literatura”, no fundo, também compactuo com isso. Então agora que ficou tudo uma merda, voltei a escrever com dignidade.

Abri uma garrafa de Whisky, ascendi um cigarro, mas só pra sentir o cheiro dele, só pra lembrar de como é ter o controle do que você quer realmente fazer da sua vida. Eu podia foder com ela, mas sou vaidosa demais pra isso. Então fiquei ali, só sentindo o cheiro dele, equilibrada na linha tênue entre um futuro bem estar e meu passado auto-destrutivo.  A quem eu estou enganando?

Saber o que eu quero, eu não sei, mas de repente tudo começou a fazer mais sentido, quando não me vi mais preocupada com isso, quando percebi que não importa muito se saber o que quer, afinal de contas tudo muda. Agora, fundamental mesmo, é saber o que não se quer e isso eu  descobri não tem muito tempo.

Talvez os relacionamentos sejam como canções. Uns muito harmoniosos e outros, embora desafinados, acabam ficando mais populares, durando de um jeito pouco compreensível, mas duram. Às vezes têm aqueles que a gente perde o tom também, acho que esses são os piores, pelo menos são os que me dói mais. Acho que a vida é isso, feita de pontos de vista, qual é o seu?

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Tudo diferente.


Às vezes a vida tem um jeito estranho de falar, um jeito estranho de mostrar que tem alguma coisa errada. Tem horas que ela mira em quem está do seu lado e na verdade acerta você. Eu não sei se é proposital, eu nunca soube, mas não podia mais negar que havia me acertado em cheio. Foi como despertar de um sonho e tudo que sempre fez sentido, embora fosse nitidamente insano, já não fazia mais. Precisei rearmar tudo e me senti corrompida.

Senti-me suja de tudo aquilo que havia aceitado, tudo que havia vivido, tudo que havia bebido. Não que eu vá pregar agora, eu continuo a mesma fodida, só que agora sozinha. Definitivamente eu não preciso de alguém me dizendo o que fazer, ninguém além de mim mesma tem condições de ser minha mentora, meu mestre, meu guru. No geral, a culpa foi mesmo minha, afinal de contas, é mais fácil ter alguém pra culpar das cretinices, das boçalidades, das loucuras nada saudáveis realizadas.

Eu me deslumbrei com as festas, com os papos intelectuais ( antes de perceber que são hipócritas), com as cervejas importadas e principalmente em fingir ser algo que eu não era. Perdi-me e as poucas vezes que me achava, era quando percebia que eu era só um bichinho de estimação naquele meio, um projeto de caridade, ou ás vezes só alguém disponível a ser menor do que realmente era. Há quem vá achar ingratidão, afinal de contas, quanto dinheiro foi gasto? O que nunca entenderam é que eu nunca fiquei por isso, mas como podem entender? Não podem, jamais poderão...

Fiz minha trouxinha hoje e fui embora. Olhei pra cada um deles, ouvi cada discurso e pela primeira vez eu não tinha uma resposta, eu não tinha algo pra dizer, então eu fui. Eu entendi que ali, definitivamente, não era o meu lugar.