domingo, 29 de abril de 2012

Não é aquele tipo de paixão...


É estranho. Não é aquele tipo de paixão aterradora, mas o estranho não é isso. Estranho é essa vontade de não sair de perto, é achar que está tudo sobre controle, mas perder o governo quando ela me olha daquele jeito, como se compreendesse cada duvida, cada porque, cada porém. Não sei o que acontece, mas quando acho que tenho o domínio de tudo, ela me beija e vejo que não tenho o domínio de nada. Ainda sim, não é aquele tipo de paixão aterradora.

Já senti tanta vontade de ir embora... E eu sempre soube que eu podia, sempre pensei: “ A hora que eu quiser eu vou e tudo bem.” Isso sempre me confortou, ter essa certeza de que eu posso viver sem ela, que não é aquele tipo de paixão que quando você vai, sente que deixou um pedaço pra trás, não! É estranho, mas não é esse tipo de paixão.

Mas a verdade é que toda vez que tentei ir, eu nunca consegui. Talvez eu não queira ir ou talvez, surpreendentemente seja muito maior, muito melhor que aquele tipo de paixão aterradora. Porque quando penso em não ir, não é por medo, mas sim por ela.  

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